segunda-feira, 8 de outubro de 2007

XXI CAMPEONATO CODASUR DE FORMULA 3 SULAMERICANA PORTA AO AUTOMOBILISMO MUNDIAL





Augusto Cesario e suas equipes fazem história na categoria continental

Santa Fe, Argentina, 01/10/07 (Especial).- A Cesário Fórmula é sem dúvida a dona de todas as estatísticas entre as equipes de Fórmula 3 Sul-Americana. Este ano a esquadra conquistou o sétimo título entre as equipes(1993, 1995, e desde 2003 até 2007 cinco anos consecutivos), sendo a mais vitóriosa nos 21 anos de vida da categoria, seguida pela Amir Nasr Racing com 4, vindo a seguir as argentinas INI Competición e GF Motorsport com 3 cada um. Além disto a esquadra de Augusto Cesário, que este ano consagrou um novo campeão entre pilotos (Clemente Faría Jr.), possibilitou que 7 pilotos, 6 brasileiros (Marcos Gueiros, Ricardo Zonta, Hoover Orsi, Danilo Dirani, Alberto Valerio, Clemente Faría Jr.) e 1 argentino (Fernando Croceri), se consagrarem campeões sulamericanos, onde também emcabeça as estatísticas. Por outro lado a Cesário Fórmula, que estreou com Augusto Cesário como piloto em 1989, conquistou 66 vitória, obteve 71 "poles", 79 recordes de vuelta e 2847,5 pontos. A Cesario F3.Jr, que competiu esporádicamente, quando Cesário coloca mais de dois carros na pista, venceu 1 corrida, oteve 2 poles, 3 recordes de volta e somou 221,5 puntos. Como se isto fosse pouco, com a Cesario F3Light ganhou vários campeonatos da Classe Light entre as equipes e também permitiu que vários pilotos fossem campeões da divisão menor da especialidade continental, somoando com esta esquadra 198 puntos no cômputo geral. Vale destacar que em 1994 quando os brasileros realizaram seu próprio campeonato (De Oliveira, Cánepa, Scandian, Azevedo y Ribeiro). Vale destacar que em 1994 quando os brasileros realizaram seu próprio campeonato, Augusto Cesário foi campeão do torneio brasileiro com Cristiano da Matta como piloto .

Para conhecer um pouco mais sobre este personagem da melhor categoria de monoposto da América do sul, que após atuar como piloto da categoria entre 1989 e 1990, decidiu passar a ser chefe de equipe em 1991, decidimos para que todos o conheçam mais a fundo colher em sua história opiniões, sentimentos, recordações, preferências e tudo que tiver a ver com sua vida desportiva e também pessoal.

Ficha Pessoall
Nome e Sobremone Completos: Augusto Cesário da Costa Neto
Data de Nacimento: 03/03/1956
Lugar de Nacimento: Cuiabá / MT
Estado Civil (casado o soltero): Casado
Nome e Sobremnome da esposa: Kátia Bulhões Cesário
Filhos (Nomes): Pedro Bulhões Cesário e Emanoela Bulhões Cesário
Residencia: São Paulo

Peguntas e Respostas
O que se lembra de sua infancia?
Minha infância foi muito gostosa, sempre gostei muito de carro e o que me chamava atenção era um caminhãozinho de brinquedo da época que a direção era um cabo de vassoura ligada à roda por uma corda. Eu queria muito um caminhãozinho desses, e com ajuda do meu pai nós conseguimos fazer um. Também a ascenção do Emerson Fitipaldi. Isso me deixou vidrado pelo automobilismo.

Quando começou a correr?
No fim de 1977, nessa época eu já tinha feito amizade com o Ayrton Senna e e o ajudava no kart, e aí do meio para o fim de 77 consegui comprar um chassi e o Airton me deu um motor. Assim eu comecei a correr.

Em qual categoria começou a correr?
No Kart

Em quais categorias correu ?
Kart, Super Kart, Fórmula Ford e Fórmula 3 Sudam.

Quando decidiu a correr na F .3.S?
Em 1988 quando fui na Inglaterra e comprei o primeiro Ralt que veio para o Brasil. Daí comecei a utilizá-lo no no campeonato em 1989.

Você se lembra de sua estréia na F.3.S e onde foi?
Foi em Cascavel, na primeira corrida do campeonato de 1989, onde estreei com o 3º lugar no grid de largada. Como tinha grandes campeões como o Leonel Frederich, Gabriel Furlan, kisling, Christian Fitipaldi, Cingolani, César Pegoraro, entre outros, com todas essas feras do automobilismo, foi um ¨Deus nos acuda¨ ; mesmo porque eu só tinha o carro, algumas ferramentas e nenhum set de rodas reserva.

Lembra de algo engraçado desta estréia?
Foi muito interessante porque eu tive bastante dificuldade para fazer valer o tempo que fiz na tomada de tempo, visto que na última classificação eu tive a minha asa trazeira solta na curva 1 de Cascavel. Ali eu rodei e fiquei. Quando o carro foi para a vistoria com o excelente vistoriador técnico e colaborador da F3, Sr. Angel Polineli, a asa trazeira não dava a distância e a altura corretas e a partir daí, tive uma pressão muito grande por parte das outras equipes para me desclassificar do treino. Mas nesse caso como o regulamento permite que você recoloque as peças soltas durante a tomada, o Sr. Angel me pediu que eu recuperasse todas as peças para que eu pudesse recoloca-las no lugar e assim o fiz. Voltei à curva 1 procurei peça por peça e recuperei os parafusos, as porcas, as arruelas, os suportes da asa e é claro, eu estava morrendo de medo de ser desclassificado. Recupere as peças y corri normalmente aquela etapa.

Quem lhe apoiou para sua estréia na F.3.S?
Foram grandes amigos pessoas as quais eu jamais vou esquecer em toda a minha vida. Dentre elas o Reinaldo Digiorgio, que me fornecia violões para que pudesse vendê-los e utilizar os recursos na corrida. Marcos Kerlakhian que me apoiou com algum patrocínio da Wrangler e o Júlio Pacetti que tirou dinheiro do bolso para me ajudar a correr.

Qem eram os mecânicos que o acompanharam na estréia?
Dragão e Moita.

Quando e porque decidiu deixar de ser piloto e passou a dirigir a equipe?
Foi no final de 1990 para 1991. Percebi que não tinha mais espaço para seguir com patrocínio então achei por bem passar a chefiar a equipe para evitar mais transtornos financeiros.

Quem foram os melhores engenheiros e colaboradores que teve?
Os colaboradores foram o Dragão que colaborou muito para o início da minha carreira e o Mineiro (Rosardo Campos) logo em seguida.

Oque aprendeu com cada um deles?
Com o Dragão aprendi que devemos ser muito esforçados, bastante curiosos. Ele tem uma inteligência muito aguçada para o desenvolvimento do automobilismo.
Com o mineiro aprendi o companheirismo. Ele é uma pessoa muito paciente, inteligente e isso ajudou para o que o nosso desenvolvimento fosse muito grande. O Mineiro tem um excelente caráter, é muito lutador. A presença dele tem muita importância para o processo todo da equipe.

Quais os melhores pilotos que passaram por sua equipe?
Eu considero o Marcos Gueiros, Fernando Croceri, Cristiano da Matta, Ricardo Zonta, Hoover Orsi, João Paulo Oliveira, Danilo Dirani, Bia Figueiredo, Alexandre Foizer, Clemente Jr. e Mário Romancini.

Oque pode destacar de cada um dos melhores pilotos que passaram por sua equipe?
Os pilotos nos ensinam muito e eu acredito que para resumir considero que a determinação e a capacidade de aprendizado são qualidades que todos os campeões têm em comum.

Qauis foram os principais rivais a nível de pilotos e equipes?
Eu tive a felicidade de ter tido grandes rivais. Como piloto o Leonel. Esse teve um episódio de chegada em Interlagos onde chegamos batendo rodas para tentar a Vitória da corrida, a ponto de quase sairmos voando, um para cada lado. O Gabriel Furlan que foi o maior campeão de F3 desde que a categoria exite. E como equipe tivemos a concorrência da própria equipe do Furlan, que depois dos nossos 7 títulos de equipe e 8 títulos de pilotos está a equipe dele e de seu sócio. Depois vem a equipe do Amir que também ganhou alguns títulos de equipe assim como 2 títulos de pilotos.

Porque continua na F.3.S e não migrou para outras categorias talvez mais rentáveis do ponto de vista econômico, como a Stock Car?
Porque me encanta a técnica dos fórmulas.

Por qual motivo na sua opinião, os argentinos se afastaram da F.3.S?
Por causa da situação econômica.

Oque se poderia fazer desde a direção da F.3.S e fundamentalmente desde o Brasil, que é o país mais forte da América do Sul para que voltem equipes e pilotos argentinos, e também de outros paises Sulamaericanos para categoria como em outras épocas?
Eu acho que isso passa primeiro pela melhora da condição econômica da argentina e de outros países. Que a Codasur e a CDA juntamente com o apoio das empresas dêem suporte para os garotos que tenham condição e queiram fazer carreira nos fórmulas. Aqui no Brasil nós já percebemos que se não apoiarmos os jovens talentos não teremos grandes talentos em condição de representar o Brasil na F1. É preciso ver que das categorias TC 2000, Turismo Carreteira, Stock Car não saem pilotos em direção à F1. E só com o sacrfício de investimento em jovens talentos é que conseguiremos isso. Novos ¨Roitmans¨, novos ¨Fangios¨, só aparecerão desta forma.

Acha que é necessário voltar a correr no Uruguai e por que motivo ainda não se voltou a competir naquele país?
Acho muito importante a corrida de Piriápolis. Acho que traz muito entusiasmos, internacionalização da nossa categoria. Acho que é um pecado nosso promotor não viabilizar esta prova.

A nível mundial como colocaria a F.3.S em relação as F.3 do resto do mundo?
Em grau de importância técnica acredito que em primeiro lugar é a F3 Inglesa, a Européia e em seguida a F3 Sudam. A título de desenvolvimento financeiro e de Mkt a F3 Sudam está também depois da F3 japonesa.

Qual o momento mais difícil como piloto e como dono de equipe?
Como piloto foi a decisão de parar que logicamente como amante do automobilismo não queria fazê-lo. E como chefe de equipe foi depois da debandada de toda a equipe em 1998 quando tivemos que refaze-la por inteiro para 1999, e ainda assim fomos premiados com o título do Hoover Orsi.

Qual o momento mais triste e o a sua maior alegria?
O mais triste foi quando fui tentar correr na Europa de Fórmula Ford em 1985 e os recursos não chegaram e eu não pude fazer a temporada, o que me causou profunda tristeza. Para a silhueta foi ótimo porque consegui o menor peso na fase adulta.A maior alegria foi o nascimento dos meus filhos Pedro e Emanoela.

Considera positivo a categoria haver adotado o motor Ford Duratec desenvolvido por Oreste Berta?
Considero positivo, porém acho que falta uma melhora no estoque de peças. Apesar deles serem super atenciosos e muito bons tecnicamente. Também trouxeram uma economia bastante significativa para a categoria.

Porque acha que não aconteceu o crescimento esperado da F.3.S, com a adoção deste motor que é mais potente e mais barato?
É muito difícil poder falar alguma coisa produtiva em relação à isso. O que passa é que a nossa economia tira os pilotos das corridas por falta de incentivo. Embora eu esteja notando uma movimentação muito boa por parte da CBA, que está muito simpática em relação à categoria. Acho isso muito positivo.

Quais as principais virtudes da F.3.S?
Ensinar os garotos a guiarem e desenvolverem um carro de corrida com grande parte dos quesitos que eles irão encontrar ne F1.

Se pode ter amigos entre seus pares no automobilismo?
Não.

Qual título ganho por sua equipe que mais recorda?
O de 1999 foi fantástico.

E o mais difícil dos campeonatos que venceu?
O mais difícil foi o de 1999 por todas as dificuldades que tivemos.

Oque é mais difícil, ser dono de equipe ou dirigente?
Com certeza é ser dono de equipe.

Um conselho para quem quer ser piloto?
Muita luta!!!

Como se deve programar a carreira de piloto?
De maneira muito profissional e baseada em muito trabalho, não só dentro como também fora das pistas.

Qual o melhor caminho para chegar a F1 ou aos Estados Unidos desde a América do Sul?
Como disse anteriormente tem-se que fazer uma carreira vitoriosa no kart, na fórmula, aqui na F3 Sudam e depois seguir adiante para fazer o trabalho lá na Europa ou nos EUA. É claro que é um trabalho complexo e cada vez mais difícil de obter sucesso, porém se o piloto tiver a orientação de um profissional ajuda muito.

Com que idade se deve começar no kart?
Com qualquer idade. Para mim o mais importante não é a idade e sim a vontade e a determinação do piloto.

Respostas Curtas
Uma mulher: Minha mãe, D. Tina (Fantástica)
Um amigo: Becão ( Já se foi)
Uma recordação: Meu filho falando papai pela primeira vez.
Um filme: Dia de cão, com o Al Pacino.
Um programa de televisão: Domingão do Faustão
Um livro: O Livreiro de Istambul
Música Preferida:A banda ( Chico Buarque)
O momento mais feliz de sua vida: Quando minha esposa contou que estava grávida.
Um carro de rua: Porshe Turbo
Um carro de corrida: Maclaren 2007 MP 4-22
Seu carro particular (marca e modelo): BMW 325 2003
O melhor piloto da história: Ayrton Senna da Silva
Uma equipe de futebol: Santos Futebol Clube
Um dirigente da F.3.S: Carlos Col
Um dirigente do automobilismo Nacional: Paulo Sclaglinone
Um dirigente do automobilismo Mundial: Bernie Eclestone
Um piloto brasileiro da F.3.S: Clemente Faria Jr.
Um piloto argentino da F.3.S: Gabriel Furlan
Um circuito da América do Sul: Buenos Aires
Que prefere circuitos de rua ou Autódromos e porque: De rua, mas os acho mais difícil.


Nota: Fotos da Cesario com Ricardo Zonta (campeão 1995 que chegou a F1), Cesario e Faria Jr. (festejando o título de 2007) e Augusto Cesario (Crédito Sergio Sandersson)



Tradução texto: João Vasconcelos

Mariela e Ricardo Pallero (Imprensa F.3.S)

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Bardahl Chevrolet Endurance Team é bicampeã brasileira

Editoria de Esporte/ Brasileiro de Endurance



Os pilotos Carlos Prado e Fernando Rebellato, com um Chevrolet Vectra, conquistam o campeonato no grupo II.

A equipe Bardahl Chevrolet Endurance Team sagrou-se bicampeã brasileira com o Vectra Endurance, na categoria II, no último final de semana, no autódromo de Santa Cruz do Sul (RS). Dois carros da equipe disputavam o certame: o Vectra, que conquistou o campeonato por antecipação, chegando em segundo lugar, e a Montana, que saiu de Santa Cruz como líder na categoria IV e o lugar mais alto do pódio.

"Teremos ótimas lembranças dessa etapa de Santa Cruz do Sul. Com a segunda colocação do Vectra, saímos daqui campeões no grupo II e líderes da categoria IV graças à vitória da Montana. Os carros se comportaram muito bem durante as três horas de corrida e ver nossos pilotos no lugar mais alto do pódio fecha com chave de ouro nosso trabalho em 2007", resumiu Luiz Moncaio, chefe da equipe.

Neste campeonato, a liderança da equipe Chevrolet Endurance Team foi elogiada até pelos adversários. Em cinco provas, o Vectra foi ao pódio em todas as etapas, conquistando, inclusive, duas vitórias. Pelo regulamento, o Vectra compete com carros mais potentes e caros, como BMW série 3 e Mitsubishi Lancer. Mesmo assim, sagrou-se campeão faltando uma etapa para o fim do campeonato. Se não correr a prova Três Horas de Curitiba, prevista para novembro, as outras equipes não têm mais como alcançá-lo.

O segundo carro da Chevrolet Endurance, a picape Montana, nesse mesmo ano ganhou duas etapas, obteve um segundo lugar e um quarto. "Corremos com uma picape contra carros mais leves e, mesmo assim, estamos liderando o campeonato. Em provas de velocidade como a endurance, que são de longa duração, a confiabilidade dos carros é muito importante. Afinal de contas, para ganhar corridas, antes de tudo é necessário terminá-las", afirma Sergio Gotti, piloto da Montana, parceiro do jornalista Ricardo Dilser.

O Vectra Endurance

O Vectra Campeão Brasileiro de Endurance 2007 é derivado do modelo Elegance. Seu motor é produzido na fábrica de São José dos Campos para exportação. Equipado com turbo compressor, tem 240cv originais. Para o Vectra Endurance, recebe preparação extra, orientada pelo engenheiro Marcelo Oliveira, funcionário da GMB. O Vectra Endurance é o único modelo da categoria II movido a álcool. Seus rivais, para conseguir a mesma autonomia, queimam gasolina.

O Vectra Endurance tem ainda molas e suspensões especiais para competição, mesmo mantendo a arquitetura original. Na dianteira, pinças com seis pistões e nas rodas traseiras, pinças com quatro pistões garantem segurança ao modelo que pode chegar aos 250 km/h de velocidade final. Não há isolamento acústico, tampouco térmico. Mas os pilotos não reclamam: "Quando descemos uma reta a mais de 200 km/h, com carros por todos os lados, não dá tempo para pensar no calor extremo ou no barulho", exemplifica Carlos Prado, campeão brasileiro ao lado de Fernando Rebellato.

Considerado um dos carros mais bonitos do Endurance, o Vectra foi convidado pela organização do Campeonato para ficar exposto como carro convite para a prova, no centro da cidade de Santa Cruz.

A próxima etapa será disputada dia 4 de novembro, na capital paranaense. "Espero estender essa alegria conquistando o título de campeão brasileiro também no grupo IV. Estou ansioso para a prova de Curitiba", finaliza Dilser, piloto da picape Montana. A equipe Bardahl Chevrolet Endurance Team tem o patrocínio de Chevrolet, Bardahl, Option Telecom, DHB Componentes Automotivos e Himalayan. E apoio da Funari, Cronomac, Cobreq, Ancona, SPA Turbo, Fuel Tech, Personal Parts, Binno, Mahle, Flash Power, EBC brakes, Rede Campeão de Postos e Frenos Doppler.

04/10/2007
JV5Racing
Texto: GM do Brasil













foto crédito: Divulgação GM do Brasil

Na Argentina começa a real luta pelo título 2007 da Nextel Stock Car

Editoria de Esportes/ Nextel Stock Car

"Vamos pelear por los puntos dice Hybernon"

Uma vez definidos os dez pilotos que irão se degladiar pelo título da temporada 2007 da Copa Nextel Stock Car, a Argentina passa a ter um papel fundamental nesta disputa. Isto porque a 9ª etapa, a primeira das quatro que restam aos dez postulantes ao título, acontece exatamente no país vizinho, na pista de Buenos Aires.

O cearense Hybernon Cysne (Construtora Marquise/ Newland/ Capitalize Fomento/ Aspectho/ Draft) do Chevrolet Power Team, não entrou na batalha, mas nem por isso tem motivos para esmorecer. O piloto já embarca nesta sexta-feira para Buenos Aires e se prepara para disputa, mas antes encontrou tempo de acompanhar de perto os 200 Km de Buenos Aires, que acontece já no final de semana.

"Estive assistindo a GT3 Brasil no último fim de semana em Curitiba, e fiquei impressionado com o profissionalismo e com os carros, que são verdadeiramente fantásticos", disse Hybernon. "Agora vou acompanhar de perto os carros da TC2000 nos 200 KM de Buenos Aires, que já se tornou um dos grandes 'clássicos' do automobilismo Sul-Americano. Se por um lado não entrei no play-off, a Powertech tem motivos de sobra para estar ansiosa pela corrida na Argentina; y nosotros vamos pelear por los puntos", falou em perfeito espanhol o piloto.

Os 10 pilotos que lutarão pelo título da Copa Nextel Stock Car este ano e seus respectivos pontos são:
1º) Cacá Bueno (Mitsubishi, RJ) 227 pontos (200 + 25 + 2)
2º) Ricardo Mauricio (Chevrolet, SP) 221 pontos (200 + 20 + 1)
3º) Thiago Camilo (Chevrolet, SP) 217 pontos (200 + 16 + 1)
4º) Ingo Hoffmann (Mitsubishi, SP) 214 pontos (200 + 14)
5º) Marcos Gomes (Chevrolet, SP) 212 pontos (200 + 12)
6º) Valdeno Brito (Peugeot, PB) 210 pontos (200 + 10)
7º) Daniel Serra (Volkswagen, SP) 209 pontos (200 + 9)
8º) Hoover Orsi (Volkswagen, MS) 209 pontos (200 +8 + 1)
9º) Felipe Maluhy (Mitsubishi,SP) 207 pontos (200 + 7)
10º) Rodrigo Sperafico (Volkswagen, PR) 207 pontos (200 + 6 + 1)

JV5Racing – 05/10/2007
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Foto Crédito: João Vasconcelos

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Casagrande/ Collares somam mais um ponto na tabela

Editoria de Esportes/ GT3

Violento acidente com Viper de Mazzochi encerra prova com safety-car

A 6ª rodada do Brasil GT3 Championship ficou marcado por um violentíssimo acidente com o Dodge Viper do piloto Abramo Mazzochi, que bateu frontalmente no guard-rail e capotou duas vezes, ficando virado com as rodas para o ar. O piloto felizmente nada sofreu e foi liberado logo após os exames de rotina, do centro médico do Autódromo Internacional de Curitiba.

Para os pilotos Fabio Casagrande/ Amilcar Collares (Quality Top Fuel Havoline/ Tools Software/ Sudeste Pré-Fabricados) a corrida teve um sabor especial, já que estiveram durante grande parte da prova disputando um lugar no pódio, e ao final somaram mais um ponto na tabela, afastando de vez a má fase. Na largada Xandy Negrão manteve a primeira posição, seguido por Claudio Ricci com um Ferrari e Fabio Casagrande que fez uma espetacular partida com seu Dodge Viper. Alceu Feldmann bobeou na partida e perdeu cinco posições.

Até pouco antes do reabastecimento o trio Negrão, Ricci e Casagrande dominavam a prova separados entre si por 3 segundos e com Feldmann rapidamente descontando o atraso inicial. Próximo de 25 minutos de corrida Fabio Casagrande acabou rodando na curva que leva a entrada da reta e perdeu a posição para Feldmann, na volta seguinte o carro novamente escorregou de traseira e o piloto exibindo um controle excepcional, evitou uma batida contra o muro.

"O carro reagiu de forma inesperada e não tive como evitar a rodada. Na volta seguinte quase que me estatelo no muro da entrada da reta, fui aos boxes, mas não constataram nada de anormal", comentou Casagrande. "Pode ter sido alguma variação de pressão no pneu de apoio, já que usamos pouca asa para ganhar mais velocidade", disse ainda o piloto.

O piloto do Viper negro acabou excedendo sua velocidade no pit-lane e foi obrigado a pagar um drive-trough antes de realizar a troca de pilotos. Collares voltou à pista e lutou como um leão em busca de um ponto, travando novamente um duelo espetacular com o Viper de Abramo Mazzochi. O duelo se encerrou prematuramente devido um acidente forte com Mazzochi, que tentava superar o Ferrari de Walter Derani, que ia a frente dos dois.

Mazzochi deviou da Ferrari que lhe trancou a porta, e acabou batendo frontalmente no guard-rail , capotando duas vezes e parando de rodas para o ar. O safety-car entrou na pista e a prova se encerrou com o carro de segurança na pista. A vitória acabou nas mãos de Xandy Negrão e Andreas Mattheis, com Boni/ Feldmann em segundo e W. Derani/ C. Ricci completando o pódio.

Com o resultado Boni e Feldmann levam 13 pontos de vantagem sobre Xandy/ Mattheis no campeonato. Amilcar Collares conseguiu ainda mais um ponto para equipe de Americana, Casagrande Racing, que agora soma 4 pontos na tabela, após ter sofrido acidentes nas duas primeiras etapas do ano.

"A equipe toda esta de parabéns, e a recompensa pelo trabalho veio em forma dos pontos. Agora é já pensar na próxima etapa e trabalhar para melhorar ainda mais", disse Collares.

A data e local da próxima etapa da categoria ainda não foi definida. A SRO Latin America, promotora do evento, está negociando com os autódromos de Londrina, Goiânia e Santa Cruz do Sul.

Resultado 6ª rodada:
1 Xandy Negrão/ Andreas Mattheis (Lamborghini Gallardo), 43 voltas em 1h01m36s906 (média de 154,72 km/h)
2 Paulo Bonifacio/ Alceu Feldmann (Lamborghini Gallardo), a 2s957
3 Walter Derani/ Cláudio Ricci (Ferrari 430), a 14s377
4 Renato Cattalini/ Luís Otávio Paternostro (Ferrari 430), a 20s210
5 Rafael Derani/ Alencar Jr (Ferrari 430), a 21s440
6 Sérgio Laganá/ Marcelo Fernandes (Ferrari 430), a 1 volta
7 Antonio Hermann/ Lico Kaesemodel (Porsche 997 GT3), a 2 voltas
8 Almícar Collares/ Fábio Casagrande (Viper Competition Coupe), a 2 voltas
9 Abramo Mazzochi/ Ramon Matias (Viper Competition Coupe), a 3 voltas
10 Paulo de Tarso/ Leonardo Burti (Viper Competition Coupe), a 7 voltas

Melhor volta: Xandy Negrão na 2ª passagem em 1m20s215 (média 165,82 km/h)

Classificação após 6 rodadas:
1 Alceu Feldmann/ Paulo Bonifácio, 56 pontos
2 Xandy Negrão/ Andreas Mattheis, 43
3 Walter Derani/ Cláudio Ricci, 36
4 Abramo Mazzochi/ Ramin Matias, 32
5 Renato Catalini/ Luís Otávio Paternoso, 18
6 Rafael Derani/ Alencar Jr, 16
7 Antonio Herman/ Lico Kaesemodel, 15
8 Paulo de Tarso/ Leonardo Burti, 7
9 Sérgio Laganá/ Marcelo Fernandes, 6
10 Almícar Collares/ Fábio Casagrande, 4.

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Fotos e Texto Crédito: João Vasconcelos

domingo, 30 de setembro de 2007

Casagrande/ Collares terminam em excelente 6ª posição

Editoria de Esportes/ GT3



Boni/Feldmann se aproveitam de problema de pneus de outra Lamborghini e vence fácil

Nova vitória para dupla formada por Paulo Bonifácio e Alceu Feldmann no Brasil GT3 Championship. A 5ª etapa desta temporada de estréia da categoria no Brasil aconteceu com tempo instável e alguns momentos com leve chuvisco no traçado do Autódromo Internacional de Curitiba. Na largada Andreas Mattheis sustentou a ponta, apesar do forte ataque de Paulo Bonifácio, mas não fechou a primeira volta à frente do pelotão, já que deu uma escorregada e permitiu a ultrapassagem do rival.

Para dupla da Casagrande Racing, Fabio Casagrande/ Almilcar Collares (Quality Top Fuel Havoline/ Tools Software/ Sudeste Pré-Fabricados) e corrida começou bastante auspiciosa, com Collares pulando da sétima posição para o quinto lugar. Rapidamente Boni abriu vantagem sobre Mattheis, Renato Catallini, Rafael Derani e Amilcar Collares. A grande emoção do início da prova acabou sendo o duelo entre Abramo Mazzochi e Amilcar Collares, após o primeiro se livrar do Porsche de Antonio Hermann.

"Foi uma corrida muito boa, principalmente meu duelo com o Mazzochi que foi muito limpo", disse Collares. "Agora que conseguimos terminar nossa primeira corrida e afastar a bruxa, podemos trabalhar mais tranquilos. Esse resultado foi excelente", completou o carioca.

Lá na frente tudo corria bem para Boni/ Feldmann, inclusive com um furo no pneu da Lamborghini de Xandy/ Mattheis que os obrigou a antecipar a estratégia de paradas. Fabio Casagrande assumiu o lugar de Collares e voltou à pista na sexta posição. Faltando 14 voltas para o final aconteceu o único abandono da corrida, com o Viper de Burti/ Marques deixando a prova após largar dos boxes com algumas voltas de atraso.

Perto do final começou uma leve garoa, mas suficiente para atrapalhar as pretenções dos Viper que tinham Ramon Matias em segundo e Fabio Casagrande em quinto. Ramon Matias não pode evitar a ultrapassagem de Claudio Ricci e terminou em terceiro. Fabio Casagrande chegou a rodar, mas voltou à pista e concluiu a prova em sexto lugar.

"No fim meu carro começou a ficar muito traseiro, e junto com o desgaste do pneus ainda tinha que tentar conter o avanço do Lamborghini que é muito mais rápido nas saídas de curva", contou o paulista. "De qualquer forma estamos muito contentes, já que finalmente conseguimos completar a prova", disse ainda o piloto, que para espantar a má sorte colocou no box um pé de pimenta e alguns galhos de arruda.

"Eu não acredito em buxas não, isso é besteira. Mas que elas existem, existem", brincou ainda o piloto.

Resultado da 5ª etapa:
2 Paulo Bonifácio/ Alceu Feldmann - Lamborghini Gallardo 43 voltas em 1h06m414 (média
2 Walter Derani/ Claudio Ricci - Ferrari 430 a 16s417
3 Abramo Mazzochi/ Ramon Matias - Viper Competition Coupé a 17s263
4 Renato Cattalini/ Luiz Paternostro - Ferrari 430 a 39s193
5 Andreas Mattheis/ Xandy Negrão - Lamborghini Gallardo a 44s212
6 Amilcar Collares/ Fabio Casagrande - Viper Competition Coupé a 58s877
7 Antonio Hermann/ Lico Kaesemodel/ - Porsche 997 GT3 Cup a 1 volta
8 Rafael Derani/ Alencar Junior - Ferrari 430 a 1 volta
9 Carlos Crespo/ Roberto Pupo Moreno - Ferrari 430 a 1 volta
10 Sergio Langaná/ Marcelo Fernandes - Ferrari 430 a 1 volta
11 Leonardo Burti/ Paulo de Tarso - Viper Competition Coupé 14 voltas

Melhor volta: Xandy Negrão (Lamborghini Gallardo) na 27ª passagem em 1m20s022 (média 166,22 km/h)

JV5Racing – 29/09/2007
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Fotos Crédito: João Vasconcelos

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